Mitos e verdades sobre sexo na gravidez



Quando o assunto é sexo na gravidez é frequente surgir várias dúvidas na cabeça de futuras mães e seus parceiros: O sexo durante a gestação é permitido?, Será que machuca o bebê?, O ato causa alterações no corpo da mulher?, entre outras tantas.


“É muito comum que todas essas perguntas venham à tona, principalmente em mulheres que são mães de primeira viagem, pois é um assunto que ainda não é tratado livremente e com a devida importância que deveria ter”, comenta a ginecologista e obstetra Evelyn Prete. Ela esclarece as principais dúvidas sobre sexo durante a gravidez:


O sexo pode machucar o bebê

Mito. “O bebê está dentro do útero, que é um músculo altamente resistente, e dentro da bolsa amniótica, preenchida pelo líquido amniótico, que absorve impactos e também funciona como proteção para o feto”, explica a Dra. Evelyn. “Portanto, fique tranquila, durante a relação sexual o bebê não é alcançado e não sente qualquer desconforto.”


O ato sexual pode ajudar a mãe a entrar em trabalho de parto quando ela já estiver nas últimas semanas de gestação

Verdade. O sexo no final da gestação é recomendado como forma de indução de trabalho de parto natural, pois no ato sexual há liberação do hormônio ocitocina, que estimula as contrações uterinas. “Além de ajudar antes do parto, o sexo, sendo uma atividade leve ou moderada, também pode auxiliar a mulher na hora de dar à luz, pois proporciona a melhora do condicionamento físico e da massa muscular”, esclarece a obstetra.


O sexo não pode ser realizado se a gestante tem placenta prévia


Verdade. O sexo durante a gestação é permitido livremente com uma condição: a gestante não ter nenhum fator de risco ou contraindicações do(a) obstetra responsável. “No caso de grávidas com placenta prévia [quando ela está localizada na parte inferior e recobre totalmente o colo uterino], um risco para elas, o ato sexual não é recomendado durante toda a gravidez, pois o problema ocasiona alto risco de sangramento vaginal”, explica Evelyn.


O sexo estimula o trabalho de parto prematuro

Mito. “Por mais que haja a liberação de ocitocina, seus níveis são pequenos e não suficientes para estimular um trabalho de parto prematuro”, comenta a médica. “Essa é uma situação totalmente diferente de quando a mãe está nas últimas semanas de gestação e, por isso, já existe uma série de outros fatores ocorrendo para estimular o trabalho de parto”, completa. No que diz respeito ao parto, são causas como o descolamento de placenta e a ruptura prematura da bolsa amniótica que podem causar a antecipação do nascimento do bebê, não o ato sexual.


Não se pode usar lubrificante durante a gravidez

Mito. Não existe nenhuma restrição quanto ao uso de lubrificantes durante a gestação, de acordo com a Dra. Evelyn Prete. “Porém, opte sempre por lubrificantes que tenham como base a água, pois estes possuem uma formulação mais suave e que agride menos o organismo, ou os lubrificantes que sejam naturais, como o óleo de coco e a vaselina”, ressalta.


Sexo faz bem pra saúde da gestante


Verdade. “O sexo também é saúde e traz benefícios surpreendentes para a vida da mulher. Pode ajudar no relaxamento dos músculos pélvicos e na liberação de hormônios que diminuem o estresse”, afirma a ginecologista. Além disso, ele é uma ótima maneira de manter a autoestima elevada, controlar a ansiedade, melhorar o humor e aprimorar a conexão entre o casal. “Portanto, não tenha medo! Aproveite a gestação para manter vivo o relacionamento sexual com o parceiro”, completa.


A Dra. Evelyn reforça que o sexo não traz malefícios para a mãe ou para o bebê. Ao contrário, ele se torna fundamental durante a gravidez para a saúde da mulher e do casal. Porém sempre deve haver acompanhamento com um(a) médico(a) obstetra para saber se existe alguma situação onde deve ser recomendada a restrição da prática sexual.


“Acontecimentos como sangramento anormal durante a gestação, placenta prévia ou elevado risco de parto prematuro são fatores que podem restringir o ato. Portanto, sempre que tiver dúvidas sobre o sexo na gravidez e se é seguro ou não para você, se consulte com seu ou sua obstetra e esclareça todas as questões pertinentes”, finaliza.



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