CMN aprova apoio de R$ 1,32 bilhão para cafeicultores atingidos pela geada

O setor foi um dos mais atingidos pelo extremo frio, que queimou plantações em Minas Gerais, São Paulo e Paraná.


O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou um apoio de R$ 1,32 bilhão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) na terça-feira (17) para os cafeicultores que tiveram perdas com as geadas, após recomendação do Ministério da Agricultura.


O setor foi um dos mais atingidos pelo extremo frio, que queimou plantações em Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

O valor corresponde a 20% do valor das linhas de Custeio, Comercialização, Capital de Giro e Financiamento para Aquisição de Café (FAC), e 100% do valor da linha de Recuperação de Cafezais Danificados.


Em abril deste ano, o CMN aprovou a distribuição de recursos, para o ano agrícola 2021/2022, para as linhas de financiamento do Funcafé.

Durante o mês de julho, ocorreram geadas nas principais regiões produtoras de café de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, e levantamentos preliminares indicam que foram atingidos cerca de 200 mil hectares de cafezais.

A reserva já tinha sido aprovada pelo Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) para atender os cafeicultores prejudicados pelas geadas nas últimas semanas.


Os recursos fazem parte dos R$ 5,9 bilhões aprovados para aplicação nas linhas de financiamento do Funcafé na safra 2021/2022.


Com a reserva, os agentes financeiros terão R$ 4,6 bilhões para as linhas de crédito de custeio, comercialização, capital de giro e aquisição de café. Os contratos estão no final de processamento.

Geadas e preço do café

Os estragos provocados pela geada, somados à quebra de safra, câmbio em alta, aumento no custo dos insumos devem provocar um aumento de 35% a 40% no preço do produto nas prateleiras até o final de setembro - o maior registrado há 25 anos no país, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).


Em Minas Gerais, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) calcula que pelo menos 19% das áreas produtivas do grão no sul do estado e no Triângulo Mineiro foram afetadas.


De acordo com a empresa, o evento climático atingiu pelo menos 9,5 mil cafeicultores. As perdas devem prejudicar a produção do ano que vem.



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