Alimentos ultraprocessados afetam bem mais do que o organismo de quem consome



Hoje o Brasil ocupa o 1º lugar no ranking de maior consumidor de agrotóxico do mundo. A relação direta desses venenos com os alimentos in natura assusta e desestimula a população a consumir frutas, legumes e verduras na quantidade indicada.


Na tentativa de fugir dos agrotóxicos, muitas pessoas optam por alimentos ultraprocessados. Porém, recentemente, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) publicou uma pesquisa em que revela que diversos produtos ultraprocessados também estão contaminados por agrotóxicos.


O sistema alimentar brasileiro é extremamente complexo, mas mudanças expressivas precisam acontecer. O uso constante de agrotóxicos na agricultura convencional e o estímulo ao consumo de ultraprocessados, através de propagandas e publicidade, não são apenas um problema para o organismo de quem os consome.


Essa passa a ser também uma questão de saúde pública, quando a população está ficando cada vez mais doente e contaminada. A manutenção do sistema com base no que é hoje afeta diretamente também o equilíbrio do planeta como um todo.


Os alimentos in natura, mesmo contaminados por agrotóxicos, ainda carregam em si: vitaminas, minerais, fibras, nutrientes fundamentais até mesmo para minimizar os danos dos agrotóxicos. Suas cascas, sementes e restos se deterioram facilmente, não deixando resíduo ao meio ambiente.

Já os alimentos ultraprocessados, além do veneno dos agrotóxicos, trazem em sua composição aditivos químicos, conservantes, adoçantes, corantes, estabilizantes… entre outros elementos que prejudicam a saúde do organismo. Sem falar que suas embalagens podem demorar centenas de anos para se deteriorar na natureza.


Portanto, mais do que nunca é hora de prestar atenção no seu consumo e nas suas escolhas alimentares.





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